top of page
.png)


Era uma vez um jornal...
Por Renato Andrade O ritual de passar o café começa e vejo que acabou o açúcar. Adoçar com mel é uma excelente alternativa que de vez em quando adoto, mas o tubinho plástico não exibe nem aquele filetezinho dourado a ser raspado em seu fundo. Parto então para o sacrilégio dos baristas: resolverei a situação com uma moderada colher de chá contendo Nescau. Começa então a sinfonia dos sons. O incipiente borbulhar da água fervente, o barulhinho do líquido em choque com o frio ao


Selo ou não sê-lo
Por Renato Andrade Assim fica fácil. Vocês deixam prum designer lá do outro lado do mundo resumir seus sentimentos pra pessoa amada. Eu sou da geração roots nessas paradas. Escrevia cartas de amor. Tentar descrever, aos 20 anos de idade, como um coração judiado pela cachaça e saudade se sentia pra namorada distante não era para fracos. O negócio envolvia a escolha da trilha vinílica matadora e, caso não estivesse de ressaca, uma ampola gelada de prontidão. Hoje em dia, qualqu


Um quilo de consciência
Por Renato Andrade Já estava se sentindo melhor antevendo o buffet naquele restaurante por quilo que há tempos não ia, adorava ficar na dúvida entre o bolinho de arroz ou a mandioca frita, resolvia sempre pegando os dois. Ao se deparar com a vaga ali pertinho dando sopa na concorrida rua o humor deu mais uma subidinha na escala "Richter". Ultimamente era assim. Tentar sempre vislumbrar uma fresta, um fiapo, um respiro de leveza naqueles dias turbulentos e assustadores. Foi no


Troféus sobre quatro rodas
Por Renato Andrade Ao longo de tantas primaveras e invernos já presenciei a cena mais vezes do que gostaria. Seja nas quebradas, no centrão ou nas sulistas grã finagens. Já envolveu proletas classe média baixa, emerjas deslumbrados e até a nata da intelectualidade uspiana. Primeiro a porrada forte na traseira, o barulho muitas vezes assombroso e metalicamente desolador. Os bólidos podem guardar em suas entranhas crianças, idosos ou enfermos a caminho de cuidados. Não importa


Vai comer ou vai embrulhar?
Por Renato Andrade – Embrulha o que sobrou, vou levar pro nosso cachorro ... – Aqui senhor, aproveitei e coloquei uns ossos bons pra ele roer! A velha anedota baseada em fatos reais ilustrava o constrangimento de certas pessoas ao pedirem para embalar o que não fora consumido no almoço/jantar. Principalmente em casas de pasto metidas a besta, o ato de levar para casa em quentinhas o que foi pago, mas não totalmente devorado, sempre gerou enquetes à mesa: – Pedimos pra levar o
bottom of page

