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Apenas um em cada quatro jovens tem diploma universitário no Brasil

  • Foto do escritor: Angelo Davanço
    Angelo Davanço
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Somente 24% dos jovens brasileiros têm o ensino superior completo, índice que evidencia desafios estruturais no acesso à universidade e amplia a distância do país em relação a nações desenvolvidas




O acesso ao ensino superior ainda representa um dos principais desafios para o desenvolvimento educacional e econômico do país. Segundo levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com dados de 2025, apenas 24% dos brasileiros entre 25 e 34 anos possuem diploma universitário. O índice corresponde à metade da média registrada entre os países da OCDE, que chega a 48%.


A diferença se torna ainda mais evidente quando comparada a outras nações. Na Coreia do Sul, por exemplo, cerca de 70% dos jovens adultos concluíram o ensino superior. Mesmo na América Latina, o Brasil aparece atrás de países como Peru (50%), Chile (41%) e Colômbia (35%), superando apenas a Argentina (19%).


Avanço recente, mas desafios persistem


Apesar do cenário, houve crescimento na última década. Em 2013, apenas 15,8% dos jovens brasileiros tinham ensino superior completo. Hoje, o índice avançou para 24%, indicando expansão do acesso à universidade.


Para o especialista em avaliação e regulação da educação superior Antonio Esteca, avaliador do Inep/MEC e CEO da Faculdade Metropolitana do Estado de São Paulo, o país ainda enfrenta um desafio estrutural.


“Mesmo com avanços recentes, o Brasil ainda está distante da média dos países desenvolvidos e de alguns vizinhos latino-americanos que ampliaram mais rapidamente a formação acadêmica de sua juventude”, afirma.


Desigualdades regionais e de gênero


Os dados também revelam diferenças importantes dentro do próprio país. Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste apresentam índices de escolaridade superior acima da média nacional, enquanto estados do Nordeste permanecem abaixo desse patamar.


Outro aspecto é a diferença entre homens e mulheres. Entre jovens de 25 a 34 anos, 28,2% das mulheres possuem diploma universitário, enquanto entre os homens o índice é de 20,7%.


Educação a distância amplia acesso


Nos últimos anos, a educação a distância (EAD) tem contribuído para ampliar o acesso ao ensino superior, permitindo que estudantes conciliem estudos, trabalho e deslocamentos, especialmente em regiões com menor oferta de instituições presenciais.


Para Esteca, ampliar o acesso à universidade é fundamental para o desenvolvimento econômico e social. “A taxa de conclusão de cursos superiores é um dos principais indicadores internacionais de desenvolvimento educacional e reflete diretamente o potencial de inovação e produtividade de um país. Para que o Brasil possa competir globalmente, precisamos continuar ampliando esses índices e reduzir as desigualdades regionais que ainda limitam o acesso à universidade”, conclui.

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