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Volta às aulas: cinco sinais de que a mochila do estudante está pesada

  • Foto do escritor: Angelo Davanço
    Angelo Davanço
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Ortopedista alerta para sintomas físicos que indicam sobrecarga e orienta cuidados para proteger a coluna de crianças e adolescentes



Com o início do ano letivo, o uso inadequado da mochila escolar acende um alerta para a saúde de crianças e adolescentes. O transporte excessivo de livros e materiais pode provocar dores, fadiga muscular e alterações posturais, especialmente em corpos ainda em desenvolvimento. Avaliar o peso e a forma de uso do acessório é uma medida simples e essencial para prevenir problemas musculoesqueléticos.


Cinco sinais de que a mochila está acima do peso


Segundo o ortopedista Luiz Antonio Peixoto Ferrão, do Serviço de Cirurgia da Coluna Vertebral do Hospital São Francisco, da Hapvida, alguns sintomas ajudam a identificar a sobrecarga:


  • dores nos ombros;

  • dores na região dorsal;

  • dores de cabeça;

  • fadiga muscular;

  • marcas das alças nos ombros.


Qual é o peso recomendado para a mochila?


De acordo com o especialista, a recomendação mais aceita é que a mochila não ultrapasse 10% a 15% do peso corporal do estudante:


  • Crianças: até 10% do peso corporal

  • Adolescentes: até 15% do peso corporal


A orientação é respaldada pela American Academy of Pediatrics. O médico também recomenda o uso da mochila com as duas alças ajustadas corretamente.


Erros comuns que prejudicam a saúde da coluna


Além do peso excessivo, erros frequentes no uso da mochila podem agravar problemas posturais, como:


  • usar a mochila em apenas um dos ombros;

  • deixá-la abaixo da linha lombar;

  • não ajustar corretamente as alças;

  • percorrer longos trajetos com carga excessiva;

  • manter uma rotina sedentária.


Quando o trajeto até a escola é longo, a recomendação é priorizar mochilas com rodinhas.


Quando procurar um especialista


Caso a criança ou o adolescente apresente dores frequentes, a primeira orientação é revisar o peso e a forma de uso da mochila. Se as queixas persistirem ou se houver sinais como assimetria nos ombros ou nas escápulas, é importante buscar avaliação especializada.

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