top of page
No Olho da Rua
![]() Edifício Ida. Seus pilotis sempre me recordam os prédios que eu via, ainda criança, nas poucas viagens em família para Santos e Praia Grande. A forma deste edifício me chama a atenção desde os tempos de Rádio Renascença, quando acompanhava o plantão policial logo ali ao lado. Confesso que ele ainda me encanta, apesar da grade que hoje rouba o charme e a beleza de quando o vi pela primeira vez. A foto foi feita com película Ilford HP5; os grãos são reais, fruto do envelhecimento do filme. | ![]() Esta imagem é de um hotel localizado no entorno da estação ferroviária de Bauru (SP); tanto o hotel quanto a estação encontram-se em ruínas. Desconheço planos para a revitalização do complexo e do seu entorno, mas torço para que existam. Esta estação sempre foi icônica: na minha adolescência, o sonho era embarcar ali e chegar até Machu Picchu, no Peru. A imagem foi capturada com o smartphone na função monocromática, em um fim de tarde de verão. | ![]() Esse registro foi feito em uma cidade do Maranhão chamada Atins. Usei o smartphone e tratei para que se tornasse branco e preto também pelo software do aparelho. A situação desses animais na região é tristíssima: foram trocados por motocicletas na lida dos sertanejos e vivem a se reproduzir e vagar por vários lugares, inclusive na capital. Retrato contemporâneo da exploração animal. |
|---|---|---|
![]() O smartphone transformou a todos nós em fotógrafos; a possibilidade do registro está, agora, no bolso ou em nossas mãos. A capacidade de olhar para o ordinário com olhos extraordinários faz deste aparelho uma máquina de infinitas possibilidades. A foto foi feita com um smartphone na rua Campos Sales, talvez uma das mais movimentadas e barulhentas do centro de Ribeirão Preto. Uma das várias 'Cinderelas às avessas' que já cruzaram o meu dia a dia. | ![]() O fotógrafo francês Eugène Atget tornou-se referência por sua capacidade de observar as cidades e identificar, por meio da arquitetura e das geometrias, a essência humana em meio à 'selva de pedra' de seus registros. Atget é uma das inspirações fundamentais para quem se aventura a fotografar nas ruas; é uma referência que sempre carrego comigo. Esta imagem foi capturada com filme Fuji Neopan ISO 400, utilizando uma lente de 40 mm, e processada de maneira artesanal em casa. | ![]() Morar no Centro é notar detalhes que antes passavam batido, como as onipresentes concertinas. O que antes era apenas um "emaranhado de ferro" para segurança, hoje é meu companheiro constante de caminhada. Ao fotografar com a lente grande-angular do celular em preto e branco, tentei capturar o ângulo de quem está dentro desse metal: o resultado parece o tubo de uma onda do mar, só que em uma versão industrial e um tanto infernal. |
![]() Entre o chão de paralelepípedos e a imensidão do céu, o passado estaciona no presente. Aproveitando a perspectiva da grande angular, capturei este Dodge sob um céu que, purificado pela chuva, revela uma Ribeirão Preto menos saturada. Um encontro entre velhas tecnologias: o aço do carro, a óptica do smartphone e a solidez do calçamento antigo. | ![]() A clareza de um céu pós-chuva em Ribeirão Preto. Um clássico da arquitetura central capturado antes das sete da manhã, quando a luz e o ar parecem mais puros. Entre linhas retas e nuvens, a beleza do cotidiano revelada em preto e branco via smartphone. O olhar atento ao que pulsa no olho da rua. | ![]() O diálogo entre o tema e a ferramenta: o centro antigo de Curitiba através de um filme vencido. Há mais de uma década, exploro tecnologias analógicas para capturar a essência urbana. Neste registro, a combinação de uma câmera reflex com uma película Fujifilm de alta sensibilidade resultou em um alto contraste marcante e grãos bem presentes. Para mim, a fotografia urbana ganha novos significados quando a textura do filme encontra a história das ruas. |
![]() Essa fotografia foi feita com uma Rolleiflex da década de 1950. Uma câmera sem espelho que se tornou uma das minhas principais ferramentas de trabalho! Usei um filme Kodak de 120 milímetros. Todo o processo feito manualmente! Fotografo o centro das cidades onde consigo ir pensando nas transformações que esses espaços sofrem e o uso da película que, apesar da fragilidade de processamento, se transforma em uma imagem física que pode durar séculos! |
bottom of page










